(São Paulo) Apesar da propalada “cultura de performance” no Itaú, quem trabalha no Centro Administrativo Tatuapé (CAT) em SP está vendo suas condições de trabalho se degradarem a cada dia. Os problemas se agravaram desde que foi iniciada a transferência de outros departamentos para o local.
O primeiro é o de falta de água potável. Segundo o diretor do Sindicato e funcionário do câmbio André Luís Rodrigues, muitos bancários são obrigados a comprar água para não passar sede. “Em certo momento da manhã, a água simplesmente pára de sair dos bebedouros. A diretoria de uma das extremidades do segundo andar do prédio colocou um galão para amenizar o problema que se arrasta há dois meses, mas não é o bastante.”
Ambulatório
O outro problema envolve displicência e irresponsabilidade com a vida dos bancários: o ambulatório médico do CAT fecha durante uma hora para o almoço todos os dias. “Resta pedir ao papai do céu para ficar doente fora da hora do recreio”, ironiza André.
Pior: na sexta, dia 8, o ambulatório permaneceu fechado durante todo o dia, emendando o feriado. “Quem passou mal precisou ouvir a sugestão de que esperasse uma ambulância para o hospital municipal do Tatuapé, aquele mesmo que não sai dos noticiários. E o pagamento, caro, pelo plano de saúde?”, questiona.
O banco afirma que vai resolver estes problemas, mas André quer saber quando. “Vão esperar alguém morrer, como aconteceu na Cidade de Deus do Bradesco, para tomar providências? A chefia tem boa vontade e busca soluções, mas em algum lugar da burocracia do banco as coisas emperram.”
Fonte: Danilo Pretti Di Giorgi – Seeb SP