Nesta quarta-feira 29, a categoria bancária deu início a uma das mais fortes greves dos últimos anos. Começando pela assembleia dia 28, que estava lotada com cerca de 200 bancários (as). Depois a adesão de 80% de grevistas em toda a Baixada Santista, ou seja, mais de 180 unidades e postos fechados do total de 225.
“A greve iniciou com tranquilidade e muita adesão e continuará até que os banqueiros deixem a sua peculiar intransigência e ofereçam uma proposta de reajuste salarial digna dos magníficos lucros ganhos com o suor dos bancários (as)”, alerta Ricardo Saraiva Big, presidente do Sindicato dos Bancários de Santos e Região.
Segundo o Dieese, somente os cinco maiores bancos (Banco do Brasil, Itaú Unibanco, Bradesco, Santander e Caixa) tiveram lucro líquido de R$ 21,3 bilhões nos primeiros seis meses do ano.
A greve nacional abrange todos os 26 Estados e no Distrito Federal. As assembleias realizadas ontem à noite em todo o país rejeitaram a proposta de 4,29% de reajuste (que apenas repõe a inflação) oferecida pelos bancos e decidiram que a greve será por tempo indeterminado, até que as reivindicações dos bancários sejam atendidas: reajuste de 11%, valorização dos pisos, PLR maior, combate ao assédio moral, fim das metas, proteção ao emprego, mais contratações, igualdade de oportunidades, segurança contra assaltos e sequestros e fim da precarização via correspondentes bancários, entre outros pontos.
O Sindicato dos Bancários de Santos convoca todos os bancários (as) para nova assembleia de organização da Greve nesta sexta-feira, dia 01 de outubro, às 18h, na Av. Washington Luiz, 140, sede da entidade.